
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados está retornando ao Mato Grosso do Sul, depois que a situação entre índios Guarani Kaiowá e os proprietários da fazenda Brasília do Sul, em Juti, ficou tensa. De acordo com o presidente do colegiado, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), a comitiva chega nesta quarta-feira, dia 20 de janeiro, na área onde indígenas denunciam terem sofrido ataques. Há 13 anos, esse mesmo território foi palco de uma tragédia. Em janeiro de 2003, o cacique Marcos Verón, com 72 anos, foi assassinado.
Na época, o Ministério Público Federal denunciou 28 pessoas pelo crime, entre eles, Jacinto Onório da Silva, proprietário da Fazenda Brasília do Sul, como mandante do assassinato. Em 2010, o Ministério da Justiça reconheceu a área sob disputa como território dos Guarani Kaiowá. Desde então, indígenas aguardam a homologação da área pelo Governo Federal. Essa é a sexta vez que a Comissão de Direitos Humanos vai até o Mato Grosso do Sul para impedir violações contra os Guarani e Kaiowá. A última vez foi em setembro do ano passado, quando indígenas do Tekohá Guyra Kamby'i, no município de Douradina, foram atacados por grandes proprietários de terra, e o indígena Semião Vilhalva, do Tekohá Ñande Ru Marangatu, foi assassinado em terras indígenas no município de Antônio João. No Estado, existem mais de 30 áreas em conflito. (Fonte: Diariodigital)
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