
Barack Obama visitou nessa sexta-feira uma mesquita nos Estados Unidos pela primeira vez desde que se tornou presidente. Discursando na mesquita Sociedade Islâmica de Baltimore, no Estado de Maryland, o líder americano clamou pela união entre comunidades religiosas nos EUA e pediu para os muçulmanos ao redor do mundo que ajudem a combater as ideologias extremistas de grupos como o Estado Islâmico.
"A primeira coisa que eu quero dizer são duas palavras que os muçulmanos americanos não ouvem muitas vezes", disse Obama. "Obrigado (Thank you)." O presidente reconheceu as contribuições dos cidadãos muçulmanos para seu país. "Eles são nossos policiais. Eles são nossos bombeiros. Eles estão no Departamento de Segurança Nacional".
Obama já conheceu mesquitas em outras partes do mundo em viagens oficiais ao longo de seus sete anos como presidente dos EUA, mas nunca tinha discursado nelas. E essa foi a primeira vez que entrou em um templo muçulmano em solo americano. Segundo a Casa Branca, a visita é um ato de defesa à liberdade religiosa e uma declaração contra a intolerância.
Um relatório recente do grupo de advocacia Conselho de Relações Americanas-Islâmicas (CAIR) mostrou o crescimento no número de ataques a mesquitas e muçulmanos desde os atentados de Paris em novembro de 2015 e o tiroteio em San Bernardino, Califórnia, em dezembro.
"Crianças sofreram bullying, mesquitas foram vandalizadas", afirmou Obama, sobre a repercussão do atentado na Califórnia. "Não somos assim. Nós somos uma família americana. E quando qualquer membro da família começa a sentir excluída, parte o coração de nossa nação."
O documento da CAIR indica que "os níveis de sentimento anti-muçulmano seguem as tendências das políticas internas americanas" e destaca a posição do pré-candidato à presidência dos EUA Donald Trump. O republicano que, se fosse eleito, iria proibir a entrada de muçulmanos nos EUA - uma proposta que se choca com a Constituição do país, que resguarda a liberdade de crenças religiosas.
(Fonte: Veja.com)
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