
Cladir Vargas Miranda, 66 anos, foi presa na manhã desta terça-feira, 1º de março, por policiais do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Aquidauana, município distante cerca de 140 quilômetros de Campo Grande.
Cladir será encaminhada para Campo Grande, onde deve prestar esclarecimentos sobre o caso do menino de quatro anos, torturado em supostos rituais de magia negra. A idosa é mãe da tia do menino, 'avó' adotiva, e é acusada de ser mentora dos rituais, onde a criança era violentamente agredida.
Esses rituais eram feitos pelos tios Arnaldo Pavão, de 46 anos, Conceição Vargas da Cruz, de 31, e o primo do casal Giovani da Silva Ortiz, 18 anos. Os três estão presos. A mulher foi presa em casa, na Vila São Cristóvão, em cumprimento a um mandado de prisão expedido em Campo Grande. Em Aquidauana, em um depoimento informal ao delegado Antônio Ribas Júnior, Cladir afirmou que não sabia porque estava sendo presa. Ela nega qualquer participação no caso.
Nos depoimentos, eles disseram que durante as sessões agiam “possuídos” por entidades espirituais. Para a família, os rituais eram uma forma de atrair prosperidade. O trio deverá ser indiciado por tortura qualificada e abandono de incapaz. A pena pode ser superior a 10 anos de prisão.
O menino está internado na Santa Casa. Ele teve lesões graves pelo corpo causadas socos, pancadas e queimaduras. Até as unhas da criança foram arrancadas. Contudo, seu estado clínico e estável. No hospital, ele tem recebido carinho da equipe médica e brincado como qualquer criança.
(Fonte: Diariodigital)
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