
Na manhã desta quarta-feira (2), será feita acareação com tio, primo e avó adotiva do garoto de 4 anos, que foi torturado em supostos rituais de magia negra. O delegado responsável deve ouvir as testemunhas juntas, já que os depoimentos se contradizem.
Segundo o delegado Paulo Sérgio Lauretto da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), G.S.O., de 18 anos e A.P., de 46 anos, pai adotivo do garoto, afirmam que C.V.M., de 60 anos, mãe da tia do menino, era a 'mentora' dos rituais e responsável pelas torturas. Contudo, a mulher nega as acusações e ainda diz que é evangélica.
Na terça-feira (1º), C.V.M. foi presa em Aquidauana e encaminhada para a Depca, onde prestou novo depoimento. Ela continua negando os fatos, mas após a acareação o delegado deve tomar decisão sobre o rumo das investigações. Ao chegar na delegacia para o confronto, A.P. disse ao Jornal Midiamax que a sogra era a 'cabeça' dos rituais de magia negra.
Segundo o homem, ele não participava dos rituais ou das sessões de tortura, pois saía para trabalhar e, quando voltava à noite, via o menino machucado. Ele afirma que pedia para a mulher parar com os rituais e ainda diz que se arrepende de não ter evitado que isso acontecesse com o menino. G.S.O. não falou com a imprensa mas, conforme o delegado Lauretto, o depoimento dado por ele após a prisão foi fundamental para confirmar a participação da avó adotiva do garoto nos rituais.
Os três envolvidos já foram indiciados por tortura e associação criminosa.
(Fonte: Midiamax)
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