
A assistente social presa na noite de sábado (19) pela Polícia Federal suspeita de falsificar atestados médicos foi solta. Ela responderá o processo em liberdade e a decisão foi tomada pela Justiça em audiência de custódia. A funcionária da Santa Casa de Corumbá, cidade a 444 quilômetros da Capital, vendia os atestados falsificados há aproximadamente 6 meses.
Conforme o delegado da Polícia Federal, Danilo Espíndola, não há informação precisa de quantos atestados foram falsificados pela assistente. Ela era investigada há algum tempo, após denúncias, e na noite de sábado foi feita a prisão em flagrante, quando a funcionária do hospital foi detida com três atestados médicos em mãos, um já preenchido.
De acordo com o site Diário Corumbaense, o comprador do atestado também foi preso e explicou que faltou ao trabalho no sábado porque tinha prova, já que trabalha e estuda. Ele soube por terceiros que a assistente social fazia o serviço irregular e a procurou para comprar o atestado. O delegado afirmou que o nome dela já 'corria' pela cidade, relacionado ao serviço de venda de atestados falsificados.
Segundo a polícia, a mulher tinha acesso ao documento timbrado de maneira furtada ou em apropriação indébita, quando o documento é repassado legalmente, mas não é devolvido. “Não sabemos se ela pegava sem o conhecimento ou se tinha todos os documentos do médico de confiança somente para guardar e nessa confiança ela subtraía”, disse o delegado.
Quanto ao carimbo usado, a assistente contou ao delegado que conseguia no setor financeiro. “Não dá para saber se ela conseguia ou se pegava com a colega”, disse o delegado, que continua investigando o caso. Por cada atestado a mulher recebia entre R$ 20,00 e R$ 100,00, mas a Polícia Federal ainda não sabe por que os atestados eram vendidos a preços diferentes.
Para o delegado, o médico não sabia das falsificações. “Eu ainda vou chamá-lo, mas não acredito que ele sabia. Ela falou que como a letra do médico era feia, ele ditava os laudos e outros papéis para ela, que escrevia. Por conhecer a grafia do médico, ou talvez por saber que ele era mais descuidado, começou a falsificar a assinatura dele.
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