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Presos serão afastados do preparo de alimentos

22/04/2016 às 10h53
Por: Tribuna Popular
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Detentos do Presídio de Segurança Máxima “Jair Ferreira de Carvalho”, localizado no Jardim Noroeste, em Campo Grande, não deverão mais participar do preparo de alimentos na unidade. O pedido foi feito pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) à empresa terceirizada responsável pela alimentação dos servidores. Nesta quarta-feira, dia 20, cinco agentes penitenciários e o diretor-adjunto da unidade sofreram tentativa de envenenamento.

Presidiários teriam colocado veneno para matar ratos no café da manhã. Em nota, a Agepen explica que conforme a legislação, os internos têm direito ao trabalho e hoje aqueles que têm autorização legal para exercer atividade laboral, auxiliam nas áreas onde são manuseados alimentos. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar os fatos e punir os culpados, segundo a Agepen. Os responsáveis pelo setor de cozinha foram identificados e ouvidos.

Conforme o Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Sinsap), dos cinco agentes que sofreram a tentativa de envenenamento dois ainda continuam internados nesta quinta-feira, mas passam bem. Horas depois do atentado aos agentes, dois detentos morreram no complexo penitenciário em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas. A última vítima foi Carlos Bernardo da Silva, de 40 anos, que morreu ao passar mal no Centro de Triagem.

O caso foi registrado como morte a esclarecer pelo pai da vítima que suspeita que o filho tenha sido agredido. Horas antes, já tinha sido registrada na Máxima a morte de Iverson Ricardo Lopes Pinto. O corpo dele foi encontrado na cela 308 no pavilhão 6 do estabelecimento penal. Ele estava sentado com as pernas esticadas ao lado de um prato com substância branca, provavelmente cocaína. Com as mortes de Carlos e Iverson, já são três os falecimentos na Máxima só nesta semana.

O primeiro morto foi Luiz Otávio de Souza, 25 anos, conhecido como Laranjinha. Também ele foi encontrado sem vida do lado de um prato de cocaína, na segunda-feira, dia 18. Segundo informações extra-oficiais, há indícios de que a vítima tenha sido obrigada a tomar ‘Gatorade’ – bebida preparada pelos detentos com uma mistura de drogas. Ao tomar, a pessoa morre de taquicardia. Laranjinha seria ligado ao Comando Vermelho, o que afrontava o PCC dominante na Máxima.

No fim de março e começo de abril, duas mortes já tinham ocorrido na Máxima, mas a Agepen considerou que os dois detentos tinham doenças graves e esse seria o motivo do falecimento. O primeiro Sidnei Baptista Borges, de 45 anos, no dia 31 de março. Na manhã de sexta-feira, dia 1º de abril, faleceu Douglas Farias do Carmo, de 35 anos, também foi encontrado morto em uma das celas do presídio.

Ataques a ônibus – O clima na Máxima é tensão é alerta total. Nesta semana, seguindo ordens que partiram do presídio, grupos incendiaram ônibus em Campo Grande. Doze pessoas foram detidas, entre as quais cinco adolescentes. As investigações ainda estão em andamento. A polícia tenta desvendar a motivação dos ataques.

(Fonte: Diariodigital)

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