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'Ela estava me traindo', afirma acusado de matar mulher

28/04/2016 às 18h15
Por: Tribuna Popular
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Acusado pelo crime de feminicídio na comunidade Cidade dos Anjos, em Campo Grande, foi preso na cidade de Terenos. Após o crime, para fugir ele teve ajuda de outro homem, que ele afirma ser amigo. Michel Leite de Carvalho, 29 anos, estava escondido em uma fazenda e foi preso pela equipe de investigações da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher – Deam na tarde de terça-feira, 26.

Conforme informações das delegadas da Deam, Rosely Molina e Marília de Brito Martins, por volta das 15h de terça-feira, o suspeito estava em meio ao matagal em uma fazenda há 35km da Capital. A propriedade é da irmã de Michel, segundo ele, ela não sabia que estava lá. Segundo a delegada Molina, durante o interrogatório, o acusado relatou a polícia que matou Juliana da Silva Fernandes, 25 anos, pois estava sendo desrespeitado.

A vítima terminou o relacionamento de 10 anos com o suspeito em fevereiro deste ano. Um dia antes do crime, Michel descobriu que Juliana estaria em outro relacionamento. “Ele ouviu uma conversa dela com o namorado e discutiram, trocaram agressões mútuas”, relata Molina.  No dia seguinte, após ter recebido o dinheiro de um serviço que fez, o assassino foi até um bar aonde tomou algumas cervejas e doses de conhaque. Logo após, foi até a casa da irmã da vítima, aonde encontrou Juliana sorridente e alegre.

Alterado, disse que ela estava o traindo e começou a agredi-la. A vítima tentou correr para casa da irmã, aonde estava seus filhos, mas Michel a seguiu efetuou 4 golpes de faca. Juliana não resistiu aos ferimentos e morreu depois de ser socorrida.  Desde então o acusado estava foragido. Segundo ele, um homem de 53 anos, com o qual tem um relacionamento há alguns anos, segundo a família de Michel, antes dele conhecer Juliana, foi quem o ajudou a fugir.

Morte anunciada - Juliana em 2011, quando a mesma já havia registrado um boletim de ocorrência contra Michel, mas quando chegou ao poder judiciário, ela retirou a queixa. Em fevereiro, novamente ela foi agredida, desta vez em via pública em Terenos, fazendo com que Michel fosse atuado em flagrante, mas mesmo assim pediu arquivamento do caso. Tentou reatar o relacionamento que não deu certo e veio para Capital morar com a irmã.

Números - Ano passado quatro mulheres foram vítimas de feminicídio pelos seus companheiros e ex, esse ano já foram duas. Nesses seis casos as vítimas já vinham sendo agredidas e nenhuma prestou queixa contra o autor.  “É preciso denunciar, a DEAM dá toda assistência à mulher. Todos os casos denunciados foram presos, foram tomadas medidas protetivas, é preciso falar” relata a delegada Molina.  Desde do começo do ano, 6.900 mulheres procuraram a unidade, foram feitos 2.804 boletins d e ocorrência e 208 autores foram presos. Esse número tende a aumentar ainda mais, é preciso coragem para as mulheres procurar a delegacia. Uma agressão tende a piorar se não for denunciada.

(Fonte: Diariodigital)

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