
Citado em balanço divulgado, neste ano, com um dano ao erário de R$ 1 bilhão, o esquema investigado na operação Lama Asfáltica pode ser bem maior. A suspeita é de desvio verbas públicas e irregularidades em obras que podem chegar a R$ 2 bilhões na gestão do governador André Puccinelli (PMDB). Em um balanço da primeira fase das investigações, divulgado pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual), informou-se o bloqueio de bens, avaliados em R$ 84 milhões. Na nova fase deflagrada pela Polícia Federal, esse número também deve sobre alterações significativas. Estão presos temporariamente o ex-secretário de Obras do Estado, Edson Giroto, da esposa dele, Raquel Giroto, do empresário João Amorim e da funcionária dele, Elza Maria dos Santos
Na ação da Polícia Federal desta terça-feira (10), foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 24 mandados de sequestro de bens, em Campo Grande, Rio Negro, e cidades de outros estados como Curitiba e Maringá, no Paraná, e Presidente Prudente e Tanabi, de São Paulo. O ex-governador Andre Puccinelli chegou a ser levado em condução coercitiva para a Superintendência da Polícia Federal, na Capital, mas ao entrar no prédio falou com os jornalistas e garantiu que não estava sendo preso, se dizendo ainda surpreso com a presença de agentes na sua casa logo pela manhã.
Na coletiva, que uma força-tarefa do MPE-MS elucidou resultados da operação Lama Asfáltica, no início deste ano, os promotores de justiça que acompanham o caso citaram exemplos de obras problemáticas que possam ter servido ao esquema investigado. Na lista de danos ao erário, foi comunicado pelo órgão as rodovias estaduais MS-171 (sentido Aquidauana), MS-228 (conhecida como estrada-parque que faz a ligação com Corumbá), e MS-187 (no sul do Estado). A apresentação também explanou sobre outros empreendimentos problemáticos como pontes e reparos em outras rodovias do Mato Grosso do Sul.
Com o desenvolvimento das investigações, a expectativa de rombo nos cofres públicos dobrou e apenas na segunda fase da Lama Asfáltica foram decretadas prisões temporárias dos suspeitos. Todavia, em outra operação, considerada como um desdobramento, a Coffe Break – que apura sobre a influência financeira de empresários na votação que definiu a cassação do prefeito Alcides Bernal – já fez com que João Amorim cumprisse prisões temporária e preventivas.
Na outra frente do MPE-MS, Edson Giroto também foi preso temporariamente no ano passado, juntamente com Elza Cristina dos Santos, que trabalha para João Amorim, enquanto Raquel Giroto passa pela primeira vez pela experiência. Em fevereiro deste ano, os promotores informaram que entre os R$ 84 milhões de bens bloqueados na 1ª fase da operação Coffe Break, haviam propriedades, obras de arte, carros e jóias.
Também foi apontado que uma das investigadas, esposa de um servidor público, ocupante de cargo de chefia no governo anterior do Estado adquiriu em apenas uma semana R$ 1 milhão em jóias, metade na mesma loja, em um shopping de Campo Grande.
(Fonte: O Estado Online)
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