Segunda, 27 de Abril de 2026
20°C 29°C
Jardim, MS
Publicidade

Policiais e técnicos analisam material apreendido da Lama Asfáltica

16/05/2016 às 15h53
Por: Tribuna Popular
Compartilhe:
 -
-

Policiais federais, técnicos da Receita Federal e servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) estão reunidos nesta segunda-feira (16), na superintendência da Polícia Federal (PF), em Campo Grande, para definir novos rumos da Lama Asfáltica. A operação teve a sua 2ª fase deflagrada no dia 10 de maio e resultou em 15 prisões, sendo 8 convertidas em preventivas.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, a equipe analisa parte da documentação apreendida. A ação ocorre em 2 salas, "criadas" especificamente para armazenar o material apreendido e outra para atuação dos responsáveis, sob total sigilo e com seguranças monitorando, conforme disse o chefe da CGU-MS, José Paulo Juliete Barbiere.

Sobre os envolvidos, todos já prestaram depoimento. A prisão temporária ocorreu por 5 dias e 7 foram soltos na noite de sexta-feira (13). Dos 8, quatro homens permanecem na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

São eles: Wilson Roberto Mariano de Oliveira (ex-prefeito de Paranaíba e servidor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimento - Agesul), João Amorim (empreiteiro e dono da Proteco), Edson Giroto (ex-secretário estadual de obras e ex-deputado federal) e o empresário do interior de São Paulo Flávio Henrique Garcia.

As mulheres obtiveram a prisão convertida em domiciliar. A defesa de Mariane Mariano alegou o fato dela amamentar. As advogadas Elza Cristina Araújo dos Santos (também secretária e sócia de João Amorim) e Raquel Giroto, mulher de Edson Giroto (PR), possuem prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ana Paula Amorim também conseguiu o benefício e está em Porto Alegre (RS).

Na última sexta (13), o ex-servidor da Agesul, Hélio Yudi, deixou a delegacia. Ele foi o 4° suspeito preso na operação. O advogado dele, Newley Amarilla disse que a juíza Monique Marchiolli Leite revogou a prisão temporária que terminaria no sábado (14).

Apreensões e bloqueio

Além de documentos, dólares e reais em espécie, veículos e dois aviões foram apreendidos. Houve ainda o bloqueio de R$ 43 milhões dos R$ 195 milhões identificados como recursos desviados. Durante as buscas, responsáveis constataram ainda o investimento de 67 mil hectares em imóveis rurais. Já na área urbana, os envolvidos montaram empresas e adquiriram bens.

Foram ao todo 15 presos, entre servidores considerados "fundamentais para o esquema", segundo a polícia, além de empresários e outros suspeitos. Até o momento, 24 pessoas são investigadas. Das prisões, são 8 mulheres e 7 homens.

Investigação

As investigações sobre o suposto esquema de corrupção teve início em 2013. Na primeira fase da apuração, foi verificada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturaram obras contratadas com a administração pública, mediante corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.

Em análise a material apreendido na primeira fase da operação, a CGU e a Receita Federal verificaram indícios de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de tais valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie.

Primeira fase

No último mês de fevereiro, o Ministério Público do Estado (MP-MS), denunciou 40 pessoas por envolvimento em corrupção em obras públicas de Mato Grosso do Sul. Esses denunciados tinham sido investigados pela PF. Na época, R$ 84 milhões em bens foram bloqueados.

A operação foi deflagrada em 9 de julho de 2015, cumprindo 19 mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas que tinham contratos com o poder público.

A PF e a Receita Federal também foram à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). De acordo com o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, quatro servidores foram afastados na época.

Na lista de obras investigadas na primeira fase estão o Aquário do Pantanal e as rodovias MS-171, MS-228 e MS-187. Todas foram executadas na administração de André Puccinelli (PMDB). Na época, a assessoria do ex-governador informou que "todas as contratações seguiram rigorosamente a legislação vigente e aplicável ao caso" e "os pagamentos efetuados foram feitos após verificação dos fiscais de cada uma das obras.

(Fonte: G1)

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
27°
Parcialmente nublado

Mín. 20° Máx. 29°

29° Sensação
0.96km/h Vento
66% Umidade
100% (4.12mm) Chance de chuva
07h00 Nascer do sol
18h23 Pôr do sol
Ter 27° 19°
Qua 31° 18°
Qui 33° 21°
Sex 36° 22°
Sáb 36° 21°
Atualizado às 10h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 4,97 -0,24%
Euro
R$ 5,83 -0,10%
Peso Argentino
R$ 0,00 -5,71%
Bitcoin
R$ 407,244,74 -0,38%
Ibovespa
190,140,88 pts -0.32%
Publicidade
Publicidade
Publicidade