
Dos oito investigados da operação Lama Asfáltica que cumprem prisão temporária, existe a expectativa de que dois sejam liberados esta semana, mediante habeas corpus. É o que estima o advogado Valeriano Fontoura, que defende no caso o ex-secretário de Estado de Obras, Edson Giroto, a esposa dele, Raquel Giroto (no momento em prisão domiciliar) e o empresário Flávio Henrique Garcia Scrocchio, de Tanabi-SP, todos em prisão preventiva, decretada na última sexta-feira (13). A segunda fase das apurações da Polícia Federal, que determinou a reclusão deles, deflagrou, na semana passada, mandados de prisão e de busca e apreensão de bens em quatro estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Figuram na mesma situação dos três ainda outros cinco suspeitos.
“Entraremos com o recurso, porém não posso dar mais detalhes, em virtude do processo correr em sigilo, e só posso garantir que será até quarta-feira (18) a nossa medida judicial em prol da saída deles. A expectativa de liberação do Giroto e do Flávio ainda depende de detalhes que fico impossibilitado de revelar, por fazerem parte da estratégia do jurídico”, pontua Fontoura.
Cumprem prisão temporária, por sentença da juíza substituta da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Mônica Marchioli Leite, ainda o empresário João Amorim, o servidor da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Wilson Roberto Mariano de Oliveira. Assim como Raquel Giroto, estão em prisão domiciliar a sócia da Proteco Engenharia, Elza Cristina Araújo dos Santos, e Ana Paula Amorim Dolzan.
A Justiça liberou para que respondesse o processo em liberdade mais sete acusados de fazerem parte do esquema que teria cometido irregularidades em contratos com investimento público total na ordem de R$ 2 bilhões. A operação Lama Asfáltica já bloqueou R$ 48 milhões em bens dos réus, nas duas fase de apuração do caso. Na semana passada a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão temporária emitidos também para o ex-secretário adjunto da Secretaria de Estado de Fazenda, André Luiz Cance, a ex-diretora presidente da Agesul, Maria Vilma Casanova, o ex-gerente de obras viárias da agência, Hélio Yudi Komiyama, o fazendeiro, Evandro Furrer Matos, e outras duas filhas de João Amorim: Ana Lúcia Amorim e Renata Amorim Agnoletto.
(Fonte: O Estado Online)
Mín. 14° Máx. 24°