
Assaltantes que vestidos de terno invadiram agência do Banco do Brasil levaram quase R$ 1 milhão. Informações dão conta de que a quantia que existia em malotes roubados era de pelo menos R$ 800 mil. O crime ocorreu de maneira audaciosa, no fim da manhã de ontem (17), em pleno Centro de Campo Grande, no cruzamento entre a Avenida Afonso Pena e Rua 13 de maio. Dois homens que além de bem vestidos, usavam crachás que os identificavam como funcionários, entraram na agência sem nenhuma barreira, um deles armado.
Informações extraoficiais dão conta de que a quantia levada pela dupla tenha sido de pelo menos R$ 800 mil, contudo o Banco do Brasil, por meio da assessoria de imprensa, não confirma o valor, alegando que tal divulgação não faz parte da política de segurança da instituição.
Os criminosos enganaram seguranças do banco e o próprio sistema eletrônico que deveria barrar a entrada de metais. Um dos bandidos portava pistola quando passou por porta que não impediu a entrada do objeto.
A ação foi denominada como silenciosa tendo em vista que ''uniformizados'', os bandidos ainda perambularam pela agência sem chamar atenção e foram ao exato local que se localiza o cofre. Com isso, a polícia conclui que houve informações privilegiadas, por isso não descarta envolvimento de funcionários no crime. A assessoria do banco não quis comentar a possibilidade.
Sobre a falha na segurança afirmou que ''trabalha para inibir tais ações com investimentos de novas tecnologias disponíveis no mercado''.
Segundo a polícia, no setor onde fica o cofre havia quatro funcionários, entre eles um segurança que também foi dominado e desarmado. Todos foram feitos reféns sob a exigência da abertura do compartimento que guarda milhões de reais, mas informados de que na porta não poderia ser aberta por causa de sistema de proteção, desistiram e fugiram levando quatro malotes.
Antes da fuga, os bandidos deixaram as vítimas trancadas em banheiro e assim como entraram, saíram sem levantar suspeitas. A polícia acredita que comparsas os esperavam na rua. O delegado que investiga o caso Edilson da Silva, do Grupo Especializado de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), disse que avalia imagens do local e não se pronunciou sobre suspeitos.
(Fonte: Correio do Estado)
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