
Com 24 mortes confirmadas por H1N1 em Mato Grosso do Sul, o titular da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Nelson Tavares, reconhece que há uma preocupação, mas ainda nega que haja um surto da doença.
“Como é uma doença sazonal, não podemos falar em surto ou epidemia”, afirma. “Pode falar em surto se tiver um município, uma creche, ou escola, isolados. O número de casos por infecção é preocupante, mas não é absolutamente alarmante.
De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na quarta-feira pela SES, 24 pessoas morreram por influenza A no Estado. Outra morte foi registrada por influenza B, totalizando 25. As mortes ocorreram em Aquidauana, Campo Grande, Caarapó, Corumbá, Coxim, Jardim, Juti, Ivinhema, Maracaju, Naviraí, São Gabriel do Oeste e Três Lagoas.
O número total de mortes por H1N1 neste ano só perde para 2009, quando 26 pessoas morreram pela doença. A partir daí houve maior atenção com as vítimas do vírus no Estado.
“A gravidade não tem a ver com o número de infecções, mas sim com a precocidade do tratamento. Os casos graves de gripe influenza têm relação especialmente com as populações de risco. A evolução desses casos depende quase que exclusivamente da precocidade do tratamento. É preocupante, mas não é absolutamente um caso de pânico”, complementa Tavares.
*O Estado Online
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