
A denúncia da Coffee Break terá mais de sete mil páginas — por causa da anexação de milhares de documentos — propondo a condenação de vereadores e empresários por participação em esquema de “compra e venda” de votos para cassação do mandato do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).
Alguns manchados pelo “cafezinho” — termo usado para receber propinas — estão também atolados na Lama Asfáltica. Há ainda a suspeita de envolvimento de servidor público, provavelmente, lotado no Judiciário.
O procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, pretende apresentar, no início da próxima semana, a denúncia ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul depois da conclusão de inúmeras diligências e análise de documentos, de mensagens encontradas nos aplicativos dos aparelhos de celular.
Não há ainda quantas pessoas serão denunciadas. Mas tudo indica que poderão ser os mesmos indiciados pelo então coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), promotor de Justiça Marcos Alex Vera, no relatório apresentado no dia 4 de dezembro de 2015.
*Correio do Estado
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