
Uma vida de luxo, regada à festas, e carros caríssimos, foram o que chamaram a atenção da Polícia Federal, que desmantelou uma quadrilha, acusada de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo atuava em Campo Grande, fornecendo droga para um comprador de São Paulo.
Hoje, a PF cumpriu 20 mandados de prisão preventiva, 7 de condução coercitiva, 31 mandados de busca e apreensão, além de 47 mandados de sequestro de veículos em Campo Grande, Bonito, Bodoquena, Rondonópolis, São Paulo, Guarulhos, Suzano, São Bernardo do Campo Grande e Guarujá/SP, expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.
Foram 23 meses de investigação. “Detectamos uma casa com um número grande de veículos de alto valor, vendo que não era compatível a renda com o que se ostentava”, afirma o delegado regional de combate ao crime organizado da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Cleo Mazotti. A organização criminosa comprava a cocaína na Bolívia. “A droga era trazida por via aérea e lançada em fazendas de Porto Murtinho.
Depois eram levadas para Bonito e Bodoquena, de onde seriam encaminhadas para o comprador de São Paulo”, explica Cleo. Tudo era pago em espécie, assim como os veículos de luxo adquiridos pela quadrilha. Um ‘testa de ferro’ era quem comprava os veículos e imóveis. Ele era proprietário de uma loja de compra e venda de veículos, e movimentou entre 2010 e 2014, R$ 14 milhões. Também, de acordo com a PF, chegou a comprar dois veículos de luxo, no valor de R$ 600 mil cada um. Ele teria comprado, segundo a investigação, 30 veículos de luxo e caminhões.
Foram realizadas 8 prisões em flagrante, com a apreensão de aproximadamente 778 kg de cocaína, US$ 2,2 milhões, R$ 38 mil, 1 pistola calibre 9mm, 2 revólveres calibre 38, munições calibre 38, 9mm e de fuzil calibre 5,56 mm. A operação foi batizada de “Nevada”, em referência ao endereço de residência dos líderes da organização criminosa, na rua Serra Nevada, no bairro Chácara Cachoeira. Fabrício Martins Rocha, também responsável pelas investigações, afirmou que o quilo do entorpecente seria vendido, aproximadamente a R$ 8 mil o quilo.
A polícia chegou a quadrilha depois que o testa de ferro afirmou que possuía uma renda de R$ 50 mil anual, o que não coincidia com a vida que ostentava. Três irmãos, líderes da quadrilha, foram presos, um em SP e dois em Campo Grande. Eles ficavam responsáveis pelo tráfico.
O testa de ferro comandava a parte financeira, e o comprador de SP também foi preso na capital Paulista. As investigações continuam a fim de identificar outros laranjas e bens adquiridos. Todos os investigados tiveram os bens bloqueados.
*Diariodigital
Mín. 20° Máx. 29°