
Jovem de 21 anos, estudante do curso de Análise de Sistemas da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), foi vítima de um sequestro relâmpago na madrugada deste domingo (12), em Campo Grande. O jovem chegava para uma festa da faculdade de Odontologia em um buffet no cruzamento da rua 25 de Dezembro com a Avenida Afonso Pena, quando foi abordado por quatro homens.
Segundo relatos do irmão da vítima que o aguardava na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro na manhã de hoje, onde será registrado o caso, o rapaz estacionou na porta do salão de festas à 0h53 e desligou o carro para enviar uma mensagem a um amigo, quando foi surpreendido pelos bandidos, sendo dois armados com o que pareciam ser pistolas.
O irmão do rapaz contou à reportagem que o estudante foi rendido, vendado e obrigado a acompanhar, do banco traseiro, os bandidos que tomaram seu carro. Eles passaram horas rodando pela cidade e durante o percurso, teriam fumado maconha e cheirado cocaína na presença da vítima. Depois de algum tempo, ainda trocaram de veículo levando o jovem. Muito agressivos, os criminosos ainda teriam acertado coronhadas no estudante e o ameaçado de morte.
Já no outro carro, a vítima, ainda vendada, ouviu uma conversa na qual um dos criminosos teria dito que o carro roubado, um Renault Sandero, seria levado “para lá” de Corumbá, dando a entender que iria para a Bolívia.
Depois de cerca de quatro horas, o rapaz foi solto na avenida Salgado Filho com avenida Ernesto Geisel por volta das 05h30. Ele teve o tênis, carteira e celular roubados. O estudante andou pelo local a procura de socorro e quando encontrou um telefone público, ligou para a família que acionou à polícia.
Ainda de acordo com o irmão, apesar de ter sido agredido com coronhadas, o rapaz passa bem. “Foi um susto muito grande, mas ele está bem. A preocupação agora é em achar os suspeitos, cancelar cartões de crédito e dar baixa nos documentos. A vontade é de andar armado porque essa cidade está muito perigosa”, comentou o irmão da vítima que preferiu não se identificar.
A polícia investiga o caso.
*O Estado Online
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