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Índios só deixarão área quando problema for resolvido

16/06/2016 às 11h49
Por: Tribuna Popular
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O processo de demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul registra novos conflitos entre os povos tradicionais e produtores rurais da região sul do Estado. Guaranis e kaiowás iniciaram no domingo (12) a retomada da fazenda Ivu, em Caarapó – a 268 km de Campo Grande.

Eles querem o direito de uso da terra batizada de Teyi Jusu. Depois de a área ter sido ocupada e o grupo de indígenas montado acampamento próximo da mangueiro da propriedade. Houve um tiroteio e, pelo menos, cinco ficaram feridos. Os indígenas afirmam que os proprietários rurais usaram escavadeiras para derrubar os barracos de lona erguidos pelos indígenas.

Além das máquinas, funcionários de proprietários da região teriam usado fogo para destruir o acampamento. Ontem, a equipe de reportagem recebeu autorização das lideranças indígenas para entrar na reserva, foram seis barreiras até chegar ao limite com a fazenda Ivu. Além dos barracos, as motos utilizadas pelos indígenas foram queimadas e enterradas, após os disparos. Os índios garantem que não saem da terra até a resolução da questão. “Nós não somos bichos, somos brasileiros. Disse isso para Deus, não vamos sair, vamos morrer”, afirmou a indígena Marcelina Almeida Marques. De acordo com o enfermeiro-chefe do Hospital da Vida, de Dourados – a 228 km de Campo Grande –, para onde as vítimas foram levadas, três  passaram por cirurgia e todos cinco pacientes têm um quadro clínico estável. “Todos estão com acompanhantes, respiram sem a ajuda de aparelho e não tem nenhum com risco de morte”, disse Genivaldo Dias.

O agente de saúde, Clodoaldo Aguile Rodrigues dos Santos, 20, acabou morto por tiros na manhã de terça-feira. Ele era indígena. Entre os feridos estava uma criança de 7 anos. O velório de Clodoaldo teve início por volta das 18h de ontem, na escola da aldeia. Os policiais negociaram a devolução das armas e coletes usados pelos militares rendidos pelos indígenas. Três policiais foram mantidos na fazenda. Parte da munição foi recuperada no fim da tarde de ontem, mas uma arma e dois carregadores continuam em poder dos indígenas.

*O Estado Online

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