
De passagem por Mato Grosso do Sul o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse durante coletiva de imprensa ontem (17) que faz o possível com a verba que recebe do governo federal para proteger a fronteira do Brasil. Ainda de acordo com o ministro a Operação Ágata, que está sendo realizada na fronteira que compreende Rondônia, Mato Grosso do Sul e Paraná, apreendeu até o momento 8 toneladas de maconha, 25 quilos de cocaína e dezenas de armas.
“Atuamos em função do orçamento que recebemos. Sabem os senhores que estamos vivendo um momento de crise, um momento de contingenciamento, e trabalhamos no limite daquilo que o congresso nos autoriza e nos permite dispor de orçamento”.
Ao todo, o Brasil tem 17 mil quilômetros de fronteira e a operação está fazendo a cobertura em 16 mil quilômetros. “É uma ação que se volta para a defesa do país porque cuidar da fronteira é um dos primeiros mandamentos das forças armadas do Brasil e em segundo lugar, assegurar melhores condições de segurança, uma vez que você inibe o crime continuado na fronteira”.
Em relação à situação em Ponta Porã – a 329 km de Campo Grande – onde um empresário foi morto dentro do território do Paraguai, onde apenas uma rua separa os dois países, Jungmann declarou que a atuação das forças armadas foi rápida. “Devo chamar a atenção que esse crime se deu no Paraguai, o fato da operação estar se desenrolando na região foi um fator de estabilização e de ‘evitamento’ que a guerra entre gangues pudesse nos alcançar e ser pior”.
O ministro disse que há um projeto pronto para a melhor atuação na fronteira, mas que são necessários R$ 18 bilhões para colocar em prática. Ainda segundo ele, o projeto é um completo sistema de monitoramento, mas que ainda não há previsão para ser executado. “Temos um programa fantástico e estratégico que é o Sisfron [Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira]e se ele não está implantando é porque não temos os recursos necessários”.
*O Estado Online
Mín. 14° Máx. 24°