
A população carcerária de Mato Grosso do Sul cresceu 59% nos últimos cinco anos, tendo atualmente 15.485 presos custodiados pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). Na Capital são 4.842 presos. Os números não incluem presos em delegacias. Segundo a instituição o deficit atual é de 8.131 vagas no Estado.
De acordo com os dados fornecidos pela Agepen, em 2006 eram 8.266 detentos. Cinco anos depois, em 2011, houve acréscimo de 18% com 9.739 presos. Já neste ano, o acréscimo sobre 2011 foi de 59%, com atuais 15.485 presidiários.
Das 46 unidades penais do Estado, as que abrigam o maior número de presos são a PED (Penitenciária Estadual de Dourados) – a 228 km da Capital – com 2.466 internos, e o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, com 2.392 detentos.
Dentre os custodiados do Estado, 39% foram presos por tráfico de drogas, 22% por roubo, 12% por homicídio, 11% por furto, 10% por outros crimes e 6% por estupro.
Em relação à superlotação dos presídios, o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, diz que essa situação é um problema nacional que tem de ser enfrentado. “No caso específico de Mato Grosso do Sul, esse problema se agrava pela qualidade de nossa segurança pública. Enquanto a média nacional do número de presos por 100 mil habitantes é de 300, a do Estado é de 600, ou seja, prendemos o dobro da média nacional”, comparou.
Stropa diz ainda que o governo federal deve participar mais nas questões de segurança pública para suprir a demanda por unidades penais. “Nosso Estado faz fronteira com a Bolívia e com o Paraguai. Tem 1,5 mil km de fronteira internacional, sendo 500 km de fronteira seca, sendo rota de tráfico de entorpecente, o que nos levou a ter mais de 6 mil presos oriundos desse crime. Tudo sem que o governo federal assuma a responsabilidade de manter tais presos, o que limita o governo estadual, impedindo que façam gastos com a construção de tantas unidades prisionais quantas são necessárias para suprir a demanda”, comentou.
Atualmente estão em construção três presídios na Capital, somando 1.613 vagas. Há ainda a ampliação em Ponta Porã – a 329 km de Campo Grande – com 144 vagas e em Coxim – a 251 km da Capital – com 144. Também estão em andamento obras menores em outros presídios.
*O Estado Online
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