
O ex- secretário de obras no governo de André Puccinelli em Mato Grosso do Sul (e deputado federal entre 2010 e 2012), Edson Giroto, será solto na tarde da terça-feira (21), em razão da do Supremo Tribunal Federal ter acatado o Habeas Corpus impetrado pelos seus advogados.
Além dele, existe a expectativa que todos os outros presos com a 2ª fase da operação Lama Asfáltica sejam também liberados. Ele estava detido pela na sexta-semana, e havia sido transferido para o do Centro de Triagem, no Complexo Penal de Campo Grande, no Jardim Noroeste.
“A decisão é do Supremo Tribunal Federal, com determinação do ministro Marco Aurélio Mello, que concedeu habeas corpus aos acusados se baseando no direito deles de aguardar em liberdade devido a presunção de inocência, citada no recurso. Todos seguem respondendo o processo normalmente”, disse o advogado Hilario Carlos de Oliveira, esperando o seu cliente na frente do presídio. Além de Giroto, ele defende neste caso a esposa do ex-secretário, Raquel Giroto, que estava cumprindo a prisão preventiva em caráter domiciliar.
Em 10 de maio, a operação Lama Asfáltica entrou na sua segunda fase intitulada de ‘Fazenda de Lama’, que determinou 24 mandados de bloqueio de bens em quatro estados e a prisão preventiva de quinze pessoas. A suspeita investigada pela Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPE-MS) é de suspeita de desvio no cofres públicos de R$ 2 bilhões, em contratos irregulares, seja por superfaturamento, execução problemática de obras e concorrência direcionada em licitações.
Habeas Corpus
Além de Edson Giroto e Raquel Giroto são réus na operação ainda o cunhado do ex-secretário estadual de Obras, o empresário Flávio Henrique Garcia Scrocchio, de Tanabi-SP, o empresário João Amorim, a filha dele, Ana Paula Amorim Dolzan, a sócia da Proteco Engenharia, Elza Cristina Araújo dos Santos, o servidor da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o ex-secretário adjunto da Secretaria de Estado de Fazenda, André Luiz Cance, a ex-diretora presidente da Agesul, Maria Vilma Casanova, o ex-gerente de obras viárias da agência, Hélio Yudi Komiyama, o fazendeiro, Evandro Furrer Matos, e outras duas filhas de João Amorim: Ana Lúcia Amorim e Renata Amorim Agnoletto. (Colaborou Danilo Galvão e Vivianne Nunes).
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