
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirmou que pelo menos 32 pessoas que morreram em junho tiveram H1N1. De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado ontem (22), 65 das pessoas que morreram tiveram com o vírus influenza em 2016, sendo um influenza B, um A não subtipado e os demais H1N1. As mortes em junho são quase a metade do total e a expectativa é que o número de casos aumente durante o inverno.
Este ano já está com 36 mortes a mais que 2014, o segundo colocado na lista com 29 mortes ao todo. O boletim revela ainda que do dia 1º de junho até ontem mais 14 municípios tiveram mortes registradas, sendo 27 ao todo no ano. Comparado com o registro da semana passada, são quatro novas cidades.
Ainda com base nas informações divulgadas pela SES, já foram notificados 1.042 casos e confirmados 324 casos de H1N1, um de H3N2, um de influenza A não subtipado e oito de influenza B. Ao todo já foram isolados, ou seja, identificados via exame de sangue 682 vezes o H1N1, oito vezes o H3N2 e 32 vezes o B.
Entre as novas cidades que tiveram mortes as vítimas são uma mulher de 44 anos de Nova Andradina, um homem de 58 anos em Ponta Porã, ambos não tomaram a vacina, uma mulher de 59 anos em Ribas do Rio Pardo e uma mulher de 71 anos de Terenos. Nestes dois últimos casos não foi informado se elas foram vacinadas contra o vírus.
No início do mês a direção da Santa Casa de Campo Grande afirmou que este é considerado um surto precoce da doença e que os casos devem piorar com o inverno, uma vez que as pessoas ficam em ambientes mais fechados e com isso aumenta a circulação do vírus. “Os especialistas estão considerando isso como um surto precoce. Isso sugere que vamos ter a manutenção do surto no período esperado”, disse o diretor técnico da Santa Casa, Mário Madureira.
*O Estado Online
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