
Manifestantes ligados a cinco movimentos de trabalhadores rurais sem-terra invadiram o prédio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) na manhã desta terça-feira (28) em Campo Grande. São cerca de 80 manifestantes que reclamam do governo interino e fazem outras solicitações ligadas a Reforma Agrária. Eles se dividem também em manifestos por cinco rodovias que foram bloqueadas nesta manhã.
Segundo informações do líder da Liga dos Camponeses de Mato Grosso do Sul, Adonis Marcos, os manifestantes esperam por uma agenda com o presidente nacional do Incra. Para ele, os representantes dos movimentos sociais não reconhecem o governo Michel Temer como legítimo e esperam pela decisão final do impeachment.
De acordo com ele estão bloqueadas estradas no distrito de Casa Verde, em Dourados, Campo Grande, Rio Verde, Ivinhema e Rio Brilhante. Eles pedem a vistoria das áreas de assentamento, o estabelecimento de metas para assentar famílias no Mato Grosso do Sul, o cadastramento dessas famílias que, segundo ele, são mais de 29 mil no Estado e o benefício do bolsa família.
O superintendente regional do Incra em Mato Grosso do Sul, João Barros, afirmou que a solicitação por uma agenda com o presidente do Incra, Leonardo Góes Silva, já tinha sido feita, mas que ainda não obteve resposta. De acordo com ele, a situação econômica das regionais do Incra também está bem difícil. Ele afirmou à reportagem do Portal O Estado Online que em Campo Grande, o escritório está com pelo menos quatro contas de luz em atraso e os funcionários da limpeza estão com salários atrasados. Em Dourados, até o telefone está cortado, segundo relatos do superintendente.
Os movimentos que fazem parte da manifestação são MST (Movimento Sem-Terra), ML (Movimento de Luta), MCLRA (Movimento dos Camponeses pela Luta de Reforma Agrária), OL (Organização de Luta Pela Terra) e Liga dos Camponeses.
*O Estado Online
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