
As restrições de campanha tem feito com que os partidos busquem um peixe grande para a chapa majoritária desta eleição. Em Campo Grande, as legendas estão tendo dificuldades de encontrar seus “Joões Dorias”: candidatos com condições de financiar a própria campanha e com trânsito fácil entre empresários que contribuam como pessoa física.
Segundo as novas regras eleitorais, doações de empresas para campanhas estão proibidas. Pessoas físicas continuam podendo doar até 10% do seu rendimento bruto do ano anterior. Mas agora há uma exceção importante: se a pessoa física for o próprio candidato, não há limite.
Ou seja, um candidato rico pode financiar até 100% da campanha com o seu patrimônio. A única condição é que respeite o limite de gasto máximo imposto pela nova legislação, de até 70% do gasto máximo da última campanha.
Nesta matemática fica difícil para pré-candidatos como Rose Modesto (PSDB), que apesar de ser o nome escolhido pelo grupo do governador Reinaldo Azambuja é conhecida pela simplicidade da sua vida antes da política, quando era professora. Por isso os tucanos tem trabalhado com a ideia de ter um empresário para a vaga de vice-prefeito. O mais cotado é Cláudio George Mendonça (PR). Ex-superintendente do Sebrae ele deve ser escolhido por seu trânsito entre os empresários locais.
*Correio do Estado
Mín. 14° Máx. 24°