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Menina de 12 anos deixa carta no quarto e desaparece

19/07/2016 às 12h38
Por: Tribuna Popular
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Maria Eduarda Oliveira Ávila, de 12 anos, fugiu de casa na última quinta-feira, dia 14 de julho, com medo de que os padrinhos, com quem ela mora há dois anos, no Bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, a obrigassem a passar uns dias na casa do pai adotivo.

Esse motivo foi relatado em carta escrita pela adolescente e que foi encontrada pelo padrinho, na quarto da jovem.

Ela foi vista pela última vez sozinha, no sábado (16), por volta das 2 horas da madrugada, em uma lanchonete no terminal Júlio de Castilho, onde ela havia pedido um lanche à dona do estabelecimento. O padrinho foi ao local e mostrou fotos da jovem a proprietária, que confirmou que a viu no sábado.

Um dia antes de fugir, na quarta-feira (13), os padrinhos de Maria Eduarda pediram que ela fosse passar uns dias com o pai, que mora no Bairro Itamaracá, em Campo Grande, conforme contou a irmã da menina, a pedagoga Daiani Critina Cerutti, de 30 anos.

A suspeita da família é de que esse período com o pai adotivo manteria a adolescente distante do namorado dela, que tem 19 anos, e mora perto dos padrinhos.

"Apesar de ela ter escrito na carta o motivo pelo qual fugiu, a gente acredita que seja outro, que ela não quis ficar longe do rapaz", contou Daiani.

Ao Portal Correio do Estado, a pedagoga reclamou que fez boletim de ocorrência, mas a polícia não estaria ajudando, nem mesmo o Conselho Tutelar. "O Conselho Tutelar fala que como ela deixou uma carta, é obrigação dos pais cuidar dela", disse a pedagoga.

A Carta

A carta foi encontrada pelos padrinhos da menina. Na quinta-feira, ao baterem na porta para acordar a afilhada, perceberam que a mesma estava trancada. Ao pegarem a chave reserva e abrir a porta, constataram que o ventilador estava ligado e Maria Eduarda não estava lá, foi então que encontraram a carta deixada por ela.

Conforme Daiani, esta não é a primeira vez que a irmã fugiu. "Há três meses ela fugiu com o namorado. Na ocasião registrei boletim de ocorrência e ele ficou impedido de chegar perto dela", detalhou.

A família de Maria Eduarda já foi na casa do namorado, mas lá informaram a eles que a adolescente não está. "Mas em nenhum momento se ofereceram para procurá-la. Ele (namorado) está muito calmo diante da situação", apontou Daiani.

Namoro

O namoro com o rapaz de 19 anos começou no ano passado, e, desde então, a família de Maria Eduardo alega que ela mudou em muitas atitudes tomadas. "Ela sempre foi bem tranquila e centrada. Mas desde que conheceu esse menino ficou rebelde e a coisa desandou. Os estudos estão melhorando agora, mas no ano passado ela chegou a reprovar de ano", observou.

"Meus pais e eu sempre conversamos e aconselhamos ela. Em nenhum momento eles proibiram ou prenderam ela em casa", contou Daiani. "Temos uma amiga que é psicóloga e que está nos orientando muito bem. Não vamos brigar com ela, só queremos que ela volte para casa", disse.

*Douradosnews

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