
A Santa Casa de Campo Grande comprou 20 novos equipamentos de ventilação mecânica (eletrônica), que já estão sendo utilizados nos leitos da área vermelha do pronto socorro. Com isso, o hospital deixa de ser dependente dos respiradores manuais, os chamados ambus, que exigem esforços das esquipes de enfermagem e cujo uso geraram repercussão nacional.
De acordo com Esacheu Nascimento, presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), havia seis pontos para a ventilação eletrônica na área vermelha, e foram incluídos mais nove pontos na área verde que se tornou uma extensão da área vermelha. “E ainda deixamos sobressalente uma área que é a de pré-ortopedia onde nos temos mais oito pontos”, relatou. O ambú vai continuar sendo utilizada, porém de forma restrita, só no transporte do paciente.
No percurso do paciente da ambulância até chegar a um ponto de oxigenação esse equipamento ainda será utilizado. A compra dos novos equipamentos foi feita com recursos da própria Santa Casa, através de negociações de pagamentos com fornecedores, e esses fornecedores conseguiram desconto. E isso gerou uma economia para a santa casa, que está sendo utilizada para reformas e compra de equipamentos. Os novos equipamentos custarão cerca de R$ 42 mil e já estão sendo utilizados, desde sexta-feira, dia 22.
Todos os pacientes que estavam utilizando o ambú, agora estão nos novos pontos de oxigênio. Esacheu ressalta que a mudança vai ser benéfica para os auxiliares de enfermagem que ficavam horas a fio fazendo a oxigenação manual.
Além disso, a ventilação eletrônica também reduz o sofrimento do paciente. “O sistema de oxigenação mecânica eletrônica mede o quanto de ar deve entrar nos pulmões do paciente, e quando ao manual você já não tem como, você manda aquilo que é necessário. O mecânico já não ele regula a quantidade, tem uma possibilidade menor de ocasionar uma lesão no paciente”.
*Diariodigital
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