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Aquário vai custar mais que o triplo do orçamento inicial

02/09/2016 às 07h52
Por: Tribuna Popular
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O Aquário do Pantanal, obra que deveria ter sido concluída em 2014, último ano da gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB), vai custar R$ 267 milhões aos cofres públicos até a sua conclusão, mais que o triplo do orçamento inicial (R$ 84 milhões). A informação foi divulgada nesta quinta-feira (1º) pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pela Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura). Da quantia necessária para finalizar a obra (R$ 67 milhões), a secretaria informa que o governo possui R$ 18 milhões em caixa e precisará alocar R$ 49 milhões.

A obra, anunciada como o “maior aquário de água doce do mundo”, não tem prazo para ser concluída e o governo ainda terá que comprar – ou capturar – pelo menos cinco mil novos exemplares de peixes, uma vez que é preciso completar o número mínimo que deve apresentar no aquário para entregá-lo à empresa que venceu a licitação para gerir a obra, o grupo Cataratas do Iguaçu. Atualmente, sete mil peixes em quarentena aguardam a conclusão do aquário.

Procurada pela reportagem, a Seinfra informou que não existe prazo para a conclusão da obra, “uma vez que a questão do aditivo que a Egelte precisa para concluir os serviços está na Justiça, visto que ultrapassa o permitido pela lei 8666/93, que são os 25% sobre o valor inicial do contrato”. Neste caso, não há previsão de entrega do aquário até que a justiça defina esta questão.

A matéria da Folha destaca que, há um ano, 10 mil peixes morreram em tanques improvisados na quarentena da obra. Dos 12.500 peixes, 10 mil morreram, sendo 80% devido à queda de temperatura à noite, 10% no transporte e outros 10% por doença. O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) ainda não definiu como fará para complementar a quantidade de peixes no aquário, mas já possui a lista das espécies visadas.

Segundo a publicação, a quarentena – prevista para ser temporária – custa atualmente R$ 50 mil por mês ao Estado. Após o fim do contrato com a empresa responsável à época, a Anambi, quem cuida do local é o Imasul. Ainda restavam cerca de cinco mil animais quando o instituto assumiu a responsabilidade.

Procurada pela reportagem, a Semade (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico) não se pronunciou, até o fechamento desta matéria, sobre os procedimentos em relação à compra ou captura dos novos exemplares de peixes.

*O Estado

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