
Centenas de agentes penitenciários paralisaram suas atividades na manhã de hoje (5) em protesto contra as péssimas condições de trabalho que eles enfrentam em Mato Grosso do Sul. A crise é tamanha que uma servidora chegou a deixar o Estado depois de ser ameaçada de morte por uma facção criminosa.
De acordo com informações do Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de MS), em alguns presídios, os agentes são impedidos de adentrar em celas onde estão alojados membros de facções criminosas. Caso a ‘ordem’ dos detentos seja descumprida, os servidores sofrem retaliações e até ameaças, de acordo com o presidente da categoria, André Luiz Santiago. Após interceptação telefônica, policiais descobriram que membros do PCC tinham uma lista de agentes para matar, e uma servidora do Estado e outra de Dourados estariam ‘juradas de morte’.
Na manhã desta segunda-feira, dezenas de agentes protestaram em frente à penitenciária de Segurança Máxima da Capital. A mobilização foi organizada depois que um agente de Naviraí – distante 361 km de Campo Grande – sofreu uma tentativa de homicídio logo após deixar seu plantão.
No fim de semana, 12 celulares foram apreendidos em uma cela na Penitenciária Estadual de Dourados – distante 228 km da Capital.
Na mobilização, o sindicato revelou que uma servidora deixou o Estado devido ao fato de ter recebido constantes ameaças de presos ligados ao Primeiro Comando da Capital, a facção PCC. A informação foi confirmada pela Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública).
*O Estado
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