
Suspeita de matar o próprio irmão esganado, Mirianne Camargo Cardoso, de 31 anos, alegou legítima defesa durante depoimento na tarde desta terça-feira, dia 04 de outubro, na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. O crime aconteceu no domingo (2) logo após um churrasco na casa da família, no Jardim Colúmbia.
Segundo o site Midiamax, na versão da suspeita, a morte de Jefferson Camargo Cardozo aconteceu durante um desentendimento entre eles, após um novo surto do irmão, que sofria de esquizofrenia. No dia do crime, Mirianne foi até a casa dos pais, onde a vítima morava, para almoçar.
Por volta das 15 horas, toda a família estava sentada em frente à residência, menos Jefferson, quando a autora entrou na cozinha para pegar um pedaço de carne. No caminho, a mulher se deparou com o irmão na varanda, e diante da presença dela, ele começou a se debater na parede.
O comportamento, segundo a própria autora, sempre acontecia quando ela estava na casa, já que todas as vezes que se aproximava do irmão, era para ajudar em suas internações. Vendo a vítima nervosa, Mirianne tentou acalmá-la, avisando que desta vez não aconteceria o mesmo, mas os dois iniciaram uma discussão.
Segundo o advogado da mulher, Marco Antônio de Oliveira, a briga se transformou em agressões físicas. A cliente declarou ainda ao delegado que estava com uma faca na mão, e tentou golpear Jefferson, mas a arma quebrou. A vítima então caiu, e segunda a defesa, Mirianne foi ‘para cima’ do irmão, os dois continuaram as agressões, e então a mulher enforcou o rapaz.
"Ela esganou o irmão no momento em que o padrasto chegou para separar a briga, depois disso ela saiu correndo, não sabia que ele tinha morrido, só descobriu depois que ligaram para ela e contaram", afirmou o advogado. Na data, testemunhas afirmaram que Mirianne saiu correndo da casa dizendo: "Fui eu, fui eu".
De acordo com o delegado Weber Luciano de Medeiros, familiares dos dois, vizinhos e também os policiais que atenderam a ocorrência serão ouvidos. "A suspeita foi ouvida em declaração e liberada, já que não está em situação de flagrante. Durante todo o depoimento, ela ainda chorou", contou o delegado, que agora espera os laudos do IMOL (Instituto Médico e Odontológico Legal) para encerrar o inquérito de homicídio doloso.
*Douradosnews
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