
“Vou à polícia para solicitar investigação e identificar quem grampeou os telefones do meu gabinete”. Esta foi uma das afirmações do deputado estadual Paulo Correa (PR) ao fazer um pronunciamento da tribuna da Assembleia Legislativa para responder às acusações veiculadas em uma gravação onde supostamente estaria instruindo seu colega de parlamento, Roberto Orro (PSDB)sobre como burlar a folha de ponto de funcionários.
O deputado disse que usou mal o termo “fictício” que aparece na gravação e que a ligação foi feita com intuito de orientar o parlamentar quanto a procedimentos e jamais para encobrir as nomeações de funcionários fantasmas. “Em momento algum da gravação foi utilizado o termo fantasma sendo que apenas utilizei o termo fictício de modo errôneo quando de ter usado anotado ou manuscrito”, afirmou o deputado Paulo Correa.
O parlamentar disse também que considera mais grave ainda é o fato de o telefone do seu gabinete ter sido grampeado e ele vai querer saber quem foi o autor do grampo e isso deve ser investigado pela Polícia Civil. “Precisamos de nome, pois este é um caso de polícia e que precisa ser esclarecido não no âmbito da Assembleia mas na esfera criminal “, explicou o parlamentar.
Já o deputado Felipe Orro disse que utilizou o telefone de um pastora que conhece apenas pelo nome da Jairo e que é da cidade Maracaju, pois quando recebeu o recado do deputado Paulo Correa estava em um evento naquela cidade. “Eu cometi o descuido de usar o telefone de outra pessoa para realizar a ligação e isso deverá ser devidamente esclarecido”, afirmou o deputado Felipe Orro (PSDB).
*Diariodigital
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