
Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal no decorrer da Operação Vulcano, que apontou a existência de três quadrilhas, uma delas de servidores públicos, agindo no posto da Receita Federal de Corumbá, revelaram que os participantes usavam vocabulário esportivo para encobrir as conversas relacionadas ao esquema de corrupção. Os diálogos entre os participantes das fraudes eram cifrados por uma linguagem de futebol, de maneira a indicar pagamentos de propina, passagem de carretas nos postos de fiscalização e outras manobras.
O milionário esquema de corrupção teria causado prejuízos de mais de R$ 600 milhões aos cofres públicos, com impostos sonegados. As fraudes se davam em operações de comércio exterior na fronteira Brasil/Bolívia.
Apesar de descoberto em 2006, somente agora o Ministério Público Federal (MPF) teria conseguido individualizar suposto envolvimento de pelo menos 32 pessoas, entre empresários, despachantes aduaneiros, operadores financeiros e servidores. Desde a Vulcano, a PF monitorou nomes surgidos, promovendo quebras de sigilo telefônico.
*Correio do Estado
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