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Carros de luxo com chassi de veículos militar: "situação absurda", diz delegado

Operação da PF e PRF apreendeu R$ 500 mil em espécie e carros em ação ocorrida em MS e mais 10 estados

24/02/2022 às 12h01
Por: Tribuna Popular Fonte: Campo Grande News
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 - Operação apreendeu cerca de R$ 500 mil em espécie e carros de luxo (Foto/Divulgação)
- Operação apreendeu cerca de R$ 500 mil em espécie e carros de luxo (Foto/Divulgação)

O esquema fraudulento de veículos envolvendo servidores gerou situações “absurdas”, como numeração de chassi de veículos do Exército sendo usado em veículos como BMW e Land Rover, estes, apreendidos em Campo Grande. Uma das empresas envolvidas foi responsável por 20% de todas as fraudes identificadas.


A operação foi detalhada em entrevista coletiva da PF (Polícia Federal) e PRF (Polícia Rodoviáría Federal), que cumpriram os mandados hoje em MS e mais 10 estados (São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Pará, Goiás, Paraíba, Ceará, Paraná, Pernambuco e Maranhão).


A investigação apurou que servidores do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) dos estados de São Paulo, Tocantins e Minas Gerais, envolvidos no esquema, chegaram a fazer até 100 inserções irregulares em conluio com o esquema.


A fraude foi alvo de operação conjunta da PF (Polícia Federal) e PRF (Polícia Rodoviária Federal) denominada Fiat Lux. Hoje, foram cumpridos 6 dos 5 mandados de prisão e 78 dos 82 mandados de busca e apreensão deflagrados em Mato Grosso do Sul e mais 10 estados.


O delegado Elmer Coelho Vicenzi, comandante da operação, disse em entrevista coletiva que os policiais apreenderam cerca de R$ 500 mil em espécie, veículos de luxo, notas fiscais e anotações que serão usadas no desdobramento da investigação. “Encontramos esses valores em vários endereços, acima de R$ 10 mil”, disse.


Na casa de uma das servidoras do Detran-SP, envolvidas no esquema, foi apreendido envelope contendo grande quantia em dinheiro. Somente esta funcionária foi responsável por cerca de 60 inserções irregulares no sistema do departamento.


Os servidores foram afastados das funções e, além do processo criminal, também serão alvo de apuração adminsitrativa.


Esquema – O inquérito Policial, instaurado no fim de 2020, teve origem após ter sido detectada a clonagem de veículos do Exército. Os números dos chassis eram utilizados ilegalmente com objetivo de obter documentos legítimos, de forma a tentar “legalizar” veículos oriundos de roubo ou furto.


Vicenzi explicou que a fraude começa quando o Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) entra no banco de dados do Detran. Em situação regular, os dados entram em pré-cadastro para depois ser finalizado com os trâmites regulares.


Os servidores envolvidos no esquema não davam continuidade ao serviço. “Os criminosos utilizavam essa brecha para obter chassi que serão usados para esquentar carros roubados ou fazer ‘veículos de papel’”.


“Isso gerou verdadeiros absurdos, como motor de carro do Exército se transformar em Land Rover, e aconteceu porque servidor fez essa alteração no sistema”, disse o comandante da operação.


O delegado enfatizou que o esquema não tem qualquer participação de integrantes do Exército, “que colaborou prontamente para a investigação”, disse Vicenzi.


 A investigação também apontou que servidores do Detran e despachantes inseriam, no Sistema Federal de Registro de Veículos Automotores, automóveis comprados na Zona Franca de Manaus - com isenção de PIS e Confins - e emplacavam indevidamente esses carros em São Paulo para burlar a fiscalização.


Em outros carros, foram encontradas placas repetidas circulando em estados da região Norte. O prejuízo por veículo é de R$ 30 a R$ 40 mil, sendo identificado em cerca de 300.


O inquérito Policial, instaurado no fim de 2020, teve origem após ter sido detectada a clonagem de veículos do Exército. Os números dos chassis eram utilizados ilegalmente com objetivo de obter documentos legítimos, de forma a tentar “legalizar” veículos oriundos de roubo ou furto.


Os suspeitos poderão responder pelos crimes de inserção de dados falsos, financiamento fraudulento, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os donos dos veículos ainda podem responder por receptação.


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