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Hospital registra aumento em casos de vítimas de esfaqueamento na Capital

Entre os casos mais atendidos estão pessoas bêbadas e que se envolveram em brigas

25/03/2022 às 11h24
Por: Tribuna Popular Fonte: Campo Grande News
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 - Paciente ferido com arma branca sendo operado na Santa Casa. (Foto: Divulgação)
- Paciente ferido com arma branca sendo operado na Santa Casa. (Foto: Divulgação)

A Santa Casa de Campo Grande registrou aumento considerável nos atendimentos às vítimas de ferimentos por arma branca, como facas e punhais. Em 2021 foram 355 casos, sendo 28 em janeiro e 42 só em dezembro. Segundo o hospital, a maioria dos pacientes estava embriagada ou se envolveu em brigas.


“No início da pandemia, notou-se uma diminuição drástica nos casos, mas, quando começou a ser liberado o contato de novo, o aumento foi grande e o perfil hoje das pessoas é diferente, pois elas estão mais estressadas. Os casos mais atendidos, atualmente, incluem pacientes embriagados ou envolvidos em brigas. E quando acontece esse contato físico, a região torácica é normalmente a primeira a ser atingida”, explicou o cirurgião da Santa Casa de Campo Grande, Dr. Diogo Gomes Augusto.


Segundo o hospital, o trauma torácico penetrante, ou seja, por arma de fogo, a exemplo de revólveres e pistolas, ou arma branca, que são os de facas e punhais, fazem parte do dia-a-dia dos atendimentos no Pronto-socorro da Santa Casa, e essas lesões podem ser fatais, quando atingem o coração e grandes vasos como aorta, ou a artéria pulmonar.


Segundo o cirurgião torácico, as lesões por arma branca tendem a ser mais perigosas, isso porque a lesão por arma de fogo, devido ao calor do projétil, muitas vezes pode atingir algum vaso pequeno e cauterizar e o paciente pode não ter nenhuma repercussão muito grave. Já lesões por arma branca, causa danos de vasos, vasculares e de artérias e esse sangramento traz uma consequência muito grave para o paciente.


A maioria desses casos precisam de uma abordagem cirúrgica, seja ela uma drenagem de tórax, que já é feita no pronto atendimento, uma cirurgia da caixa torácica por vídeo, ou até mesmo abertura do tórax por toracotomia.


“Evitar brigas e conflitos que levem a feridas torácica, reduz o número de casos e internações, desafogando os prontos atendimentos do SUS, trazendo uma redução nos gastos e consumos de insumos públicos, dando assim possibilidade para tratamento de doenças como infarto, AVC e principalmente doença oncológicas”, ressaltou o cirurgião.


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