
A pouco mais de um mês da abertura da janela partidária, o PSDB segue vivendo sufoco em Mato Grosso do Sul. O partido que mais ‘chefiava’ cadeiras no Estado presenciou ‘um limpa’ nas prefeituras e agora, com o período de abertura de mudanças de sigla, o ‘ninho tucano’ deve ficar ainda menor.
A legenda enfrenta crise não só em Mato Grosso do Sul, mas o declínio nacional refletiu no Estado após saída de lideranças da sigla, que causou colapso no ninho tucano.
O partido perdeu, ao todo, 24 das 44 prefeituras que liderava. Nas cinco maiores cidades do Estado, o partido chefiava 3 prefeituras, mas agora a legenda administra minoria.
Prefeitos de outros 19 municípios migraram para o PL, enquanto outros 5 deixaram o ninho em direção ao PP, da senadora Tereza Cristina.
A janela partidária este ano será entre os dias 6 de março e 5 de abril, quando as eleições de 2026 devem movimentar os políticos com a troca de partidos durante o prazo que resguarda a liberdade individual dos parlamentares. A maioria dos deputados estaduais do PSDB em Mato Grosso do Sul deve migrar para outras siglas, aumentando ainda mais o drama no ninho tucano.
Impasses internos também aconteceram. Um deles foi a liderança do partido em MS. Muitos dentro da sigla queriam que o deputado estadual Pedro Caravina assumisse o diretório no estado, mas, após entraves, o novo presidente nacional da sigla, Aécio Neves, resolveu que Beto Pereira e Geraldo Resende deveriam comandar, algo que não agradou a alguns poucos parlamentares que pretendem continuar no partido.
Após a debandada das prefeituras, em breve o mesmo deve acontecer na Assembleia Legislativa. Os únicos que pretendem seguir firmes ou por falta de opção são os vereadores que não podem trocar de partido, mas que querem concorrer a uma cadeira na Alems.
Há alguns meses, ao Jornal Midiamax, o deputado estadual Jamilson Name (PSDB) não escondeu o descontentamento com o partido. Ao ser questionado sobre uma reunião do partido tucano, o parlamentar não pensou duas vezes, afirmando que o “PSDB acabou”.
“Que PSDB? Estou só esperando a janela para sair fora do PSDB! O PSDB acabou”, disse o deputado ressaltando que só aguarda o período de 30 dias em que políticos podem trocar de partido sem perder o mandato.
Como se não bastasse toda debandada que aconteceu e que vai acontecer agora, o PSDB pode ter um ‘racha’ dentro do próprio partido, devido à liderança da sigla, que não tem sido aprovada por alguns filiados. Parlamentares alegam que podem até desistir da disputa eleitoral de 2026, caso a liderança da sigla tucana não mude. Outros já cogitam deixar a sigla e seguem não se importando muito com o futuro do partido.
Como também apurado pelo Jornal Midiamax, a sigla tem a maior bancada na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e atualmente, antes da janela partidária conta com as cadeiras de Lia Nogueira, Caravina, Jamilson Name, Paulo Corrêa, Zé Teixeira e Mara Caseiro.
Das seis cadeiras ocupadas pelo PSDB na Alems, apenas duas devem continuar sendo ocupadas pela sigla. Apenas Lia Nogueira e Caravina prometem continuar no partido. Na contramão Jamilson Name, Paulo Corrêa, Zé Teixeira e Mara Caseiro já prometeram deixar o ninho tucano durante a janela.
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