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Vai beijar no Carnaval? Saiba quais doenças são transmitidas pelo beijo e como se prevenir

Especialistas alertam para riscos de infecção de sífilis e herpes; em Campo Grande, rede de saúde reforça estoques de testes rápidos para o pós-folia

14/02/2026 às 09h51
Por: Tribuna Popular Fonte: Midiamax
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Carnaval é época de festa, mas a proximidade física e o compartilhamento de objetos nas aglomerações exigem atenção. Embora o beijo seja considerado de baixo risco para a maioria das ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), ele é a principal via de transmissão de viroses e bactérias que podem transformar o pós-Carnaval em um longo período de recuperação.

Na prática, a famosa “doença do beijo” (mononucleose) não é a única preocupação. Segundo a infectologista Natália Sicuti, doenças respiratórias como influenza e covid-19, além de herpes simples e citomegalovírus, circulam facilmente na folia. “O compartilhamento de copos ou garrafas, embora tenha risco menor, também pode transmitir doenças pela saliva”, alerta a médica.

Ressaca ou doença?

Muitos foliões confundem o mal-estar após os blocos com a simples exaustão física ou ressaca. No entanto, Natália explica que há sinais claros de que o corpo está combatendo uma infecção. “Sintomas como febre prolongada, dor de garganta, cansaço intenso e linfonodos (ínguas) aumentados podem persistir por dias ou até semanas. Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico”, pontua.

O tempo para os sintomas aparecerem varia muito. Enquanto algumas viroses dão sinais em apenas três dias, outras podem levar de quatro a seis semanas para se manifestarem no organismo.

Alerta para sífilis em Campo Grande

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) reforça que, embora raro, o beijo pode transmitir sífilis e HPV, caso existam feridas ou lesões ativas na boca. Em Campo Grande, a sífilis segue como uma das ISTs mais notificadas, inclusive com variações sazonais no período pós-Carnaval.

Para enfrentar a demanda, a Prefeitura informou que reforçou os estoques de testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C em toda a rede SUS. A orientação oficial é clara: se houver dor de garganta persistente ou lesões bucais, o folião deve procurar uma unidade de saúde.

Quem deve dobrar o cuidado?

O risco é maior para grupos com a imunidade mais sensível. Gestantes, crianças, idosos e pacientes imunossuprimidos (em tratamento de câncer ou com HIV) são mais suscetíveis a complicações

Além do cuidado individual, a Sesau manterá ações de orientação e distribuição de preservativos nos blocos de rua para conscientizar sobre as formas de transmissão que vão além do contato com outras salivas.

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