
Além de medidas cautelares, o ministro Alexandre de Moraes determinou a quebra do sigilo dos quatro servidores suspeitos de violarem dados de ministros do STF e de seus familiares.
O processo corre em sigilo, mas a coluna apurou que Moraes determinou a quebra dos sigilos dos servidores para investigar se receberam dinheiro em troca do vazamento dos dados.
Os quatro servidores, segundo apurou a coluna, atuavam na Receita Federal. Na manhã da terça-feira, eles foram alvos de operação da Polícia Federal autorizadas por Moraes.
Os servidores foram alvos de busca e apreensão. Por ordem de Moraes, foram ainda afastados das funções públicas, tiveram passaportes cancelados e passaram a usar tornozeleira eletrônica.
A operação acontece um dia depois do Metrópoles, na coluna Andreza Matais, revelar que as investigações apontam que o sigilo fiscal da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci, foi acessado de maneira indevida.
A advogada não foi o único alvo. A coluna apurou que o filho de outro ministro do Supremo também teve a declaração de Imposto de Renda devassada sem autorização judicial.
A apuração sobre os acessos irregulares foi determinada por Moraes. O ministro ordenou que a Receita rastreasse qualquer consulta ou tentativa de acesso envolvendo os atuais 10 integrantes da Corte, bem como suas esposas, filhos, irmãos e todos os ascendentes. O relatório deve ser apresentado após o Carnaval.
A Folha de S.Paulo revelou, nesta segunda-feira (16/2) que Moraes pediu a investigação no âmbito do inquérito das fake news, que apura ataques coordenados contra integrantes da Corte nas redes sociais, mas não apontou a identificação das quebras.
O ministro busca identificar a origem de vazamentos para a imprensa sobre informações que o relacionam ao Banco Master.
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