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Em ato na capital paulista, estudantes criticam políticas educacionais

Principal denúncia é contra a precarização do ensino e privatizações

20/05/2026 às 18h36
Por: Tribuna Popular Fonte: Agência Brasil
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© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil
© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil

Em um ato chamado pelos diretórios acadêmicos da USP, Unesp e Unicamp, estudantes ocuparam as ruas da zona oeste da cidade de São Paulo na tarde desta quarta-feira (20). Segundo a organização, a mobilização teve a participação de cerca de 10 mil pessoas.

O grupo partiu do Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, e se deslocou até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no Morumbi, em caminhada pela Avenida Faria Lima e outras grandes vias da região.

“A principal denúncia é contra a precarização do ensino e as privatizações feitas a mando do governador”, informou a organização do ato.

Os estudantes da USP, que iniciaram uma greve há cerca de um mês , eram maioria na passeata de hoje. Também participaram entidades sindicais, principalmente de trabalhadores da educação, e algumas centenas de estudantes da Unesp e da Unicamp, que também têm realizado paralisações nas últimas semanas.

Os manifestantes cobraram compromissos efetivos sobre a destinação de mais recursos para permanência estudantil e qualificação do trabalho das instituições acadêmicas. Também pediram a contratação de mais professores e políticas de moradia e alimentação estudantis.

Representantes dos estudantes da Unesp e da Unicamp relataram excessos na fiscalização por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos ônibus que se encaminharam para a capital na manhã de hoje. A assessoria da PRF não se manifestou.

A secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, responsável pelas universidades estaduais paulistas, também não comentou o ato.

A Polícia Militar formou uma barricada a cerca de 500 metros do Palácio dos Bandeirantes. Em nota, a PM informou que acompanhou o ato e não registrou ocorrências. “O planejamento operacional foi estruturado para garantir a segurança de todos, preservar a ordem pública e assegurar o direito de ir e vir da população”, informou o órgão.

A manifestação segue, com previsão de continuidade até cerca das 20h de hoje, sem conflitos.

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