
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), divulgados pelo g1, cerca de 38% da população brasileira convive com varizes. A incidência aumenta com o avanço da idade e pode atingir até 70% das pessoas acima dos 70 anos. Entre as mulheres, o problema afeta mais de 45% das brasileiras.
Já reportagem da revista Veja estima que até 80% da população mundial apresenta algum grau de doença venosa crônica. Desse total, cerca de 30%, o equivalente a aproximadamente 2,47 bilhões de pessoas, já convivem com quadros de varizes.
Entre as tecnologias mais modernas para o tratamento de varizes, o cirurgião vascular Eduardo Barreira Roso destaca o ATTA (Ablação Térmica Total Assistida). Segundo o especialista, a técnica utiliza o endolaser para tratar a veia por meio de pequenos furos, permitindo a introdução de um cateter que realiza o tratamento internamente, sem a necessidade de cortes ou internação.
"O procedimento é realizado no ambiente da clínica, onde o paciente entra e sai caminhando imediatamente após o procedimento e podendo retornar imediatamente às suas atividades do cotidiano", explica.
O médico também ressalta que, por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, o ATTA contribui para a redução do risco de trombose no pós-operatório. De acordo com ele, uma das principais formas de prevenir complicações trombóticas após procedimentos cirúrgicos é estimular a retomada da caminhada e das atividades rotineiras o mais rapidamente possível. "A única recomendação é que o paciente utilize meia elástica durante quatro dias após o procedimento", observa.
Na avaliação do profissional, o avanço de tecnologias como o endolaser e a ATTA tem impactado diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Segundo o especialista, muitas pessoas adiaram o tratamento de varizes durante anos por medo de procedimentos cirúrgicos e pela preocupação em interromper a rotina diária.
"Hoje, muitos pacientes conseguem realizar o tratamento sem precisar de internação e mantendo suas atividades habituais. Além da melhora funcional, com redução do peso e do cansaço nas pernas, há também ganhos estéticos importantes, com a eliminação das varizes mais calibrosas", afirma.
Tratamento personalizado e minimamente invasivo
A técnica do ATTA, conforme ressalta Eduardo Barreira Roso, é indicada para o tratamento de veias de maior calibre, casos que tradicionalmente eram submetidos à cirurgia convencional de varizes. O procedimento também pode ser utilizado no tratamento de veias safenas comprometidas. Além disso, a técnica atende a diferentes perfis de pacientes, desde os mais jovens até os idosos. "Já realizamos o procedimento em pacientes com 90 anos de idade na clínica", destaca.
O médico também reforça que cada paciente apresenta um perfil distinto de doença varicosa, o que exige uma avaliação minuciosa para a elaboração de um plano de tratamento personalizado, voltado aos melhores resultados funcionais e estéticos. O processo inclui uma consulta detalhada, complementada por exames como ultrassom com Doppler, realidade aumentada e câmera termográfica.
De acordo com especialista, toda essa análise é realizada já na primeira consulta, permitindo que o paciente deixe o consultório com o planejamento terapêutico definido e pronto para iniciar o tratamento.
"O mais importante é avaliarmos caso a caso e, com a evolução tecnológica atual, conseguimos tratar varizes de forma mais completa e minimamente invasiva, gerando resultados melhores, quando existe programação e planejamento", conclui.
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