
Infiltrações, formigueiros e banheiros quebrados na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) tornaram-se problema ainda mais frequente com a redução em quase 80% dos investimentos em obras e instalações. Apesar dos inúmeros prédios novos construídos nos últimos anos com recursos principalmente do programa Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), a manutenção precária ainda atinge os alunos da instituição.
Conforme dados disponíveis no Portal de Transparência, apesar de os investimentos do Ministério da Educação (MEC) terem aumentado entre 2016 e 2017 – passando de R$ 743.766.141,38 para R$ 806.862.166,14 –, para o setor de manutenção, os recursos repassados foram três vezes menor. Entre janeiro e dezembro de 2016, foram repassados R$ 21.099.183,93, enquanto no mesmo período do ano passado o investimento foi de apenas R$ 6.718.255,76. Entre janeiro e abril deste, foram repassados R$ 144.948,62 para serem aplicados em reformas e instalações.
A reportagem percorreu as instalações da UFMS em Campo Grande e verificou que os prédios mais antigos são os mais atingidos por problemas de infraestrutura. Nos locais, funcionam as faculdades de Artes, Letras e Comunicação (Faalc), Faculdade de Ciências Humanas (Fach), Faculdade de Educação (Faed) e o Instituto de Biociência (Inbio).
*Correio do Estado
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