
A Câmara dos Deputados retoma, na próxima semana, o julgamento contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS), por obstrução dos trabalhos na Câmara.
A nova reunião está marcada para a próxima terça-feira (3), antes do retorno das atividades na Câmara, o que no entendimento da defesa de Pollon, causa estranhamento.
“Os integrantes do Conselho de Ética têm estranhado a celeridade dos trabalhos referentes aos três deputados em comparação aos demais casos que já passaram pelo Conselho. No final do ano passado, o relator tentou levar a toque de caixa os depoimentos das testemunhas para apresentar o relatório ainda em 2025, antes do recesso parlamentar”, alega a defesa do deputado.
Na avaliação da defesa de Pollon, o julgamento está repleto de irregularidades e ineditismos. “Pela primeira vez, parlamentares são julgados de maneira coletiva e não individual. Todas as testemunhas apresentadas por Pollon foram impedidas de depor pelo relator. Pela primeira vez em décadas, o conselho de ética realizou sessões extraordinárias às quintas e sextas. As irregularidades foram tantas que o Conselho Federal da OAB passou a acompanhar o julgamento após denúncia do advogado de defesa de Marcos Pollon, Ricardo de Sequeira Martins. O advogado renunciou à defesa do parlamentar após denunciar que a comissão não estava assegurando condições mínimas para o exercício da advocacia”, justificou a assessoria do deputado.
Marcos Pollon responde a duas representações. Uma por impedir a realização da sessão, que pode gerar suspensão de 30 dias, e outra por declarações contra o presidente da Câmara, Hugo Mota, feitas em Campo Grande, durante um protesto.
“A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m″, declarou. Essa declaração pode fazê-lo ficar afastado do mandato por 90 dias.
Mín. 21° Máx. 36°