Quinta, 12 de Fevereiro de 2026
22°C 35°C
Jardim, MS
Publicidade

Estratégia governista sob pressão: Capitão Contar torna-se dilema para Reinaldo e Riedel

A filiação de Contar ao PL, desenhada para neutralizar um adversário, agora ameaça a liderança de Azambuja na corrida ao Senado e gera instabilidade no bloco aliado

12/02/2026 às 09h09
Por: Tribuna Popular Fonte: Da Redação
Compartilhe:
Pesquisas indicam consolidação dos nomes dos pré-candidatos de centro-direita Capitão Contar e Reinaldo Azambuja às duas vagas ao Senado (Foto: Divulgação / Montagem)
Pesquisas indicam consolidação dos nomes dos pré-candidatos de centro-direita Capitão Contar e Reinaldo Azambuja às duas vagas ao Senado (Foto: Divulgação / Montagem)

O cenário político de Mato Grosso do Sul vive um momento de intensa articulação e incertezas para o bloco governista. O grupo liderado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e pelo atual governador Eduardo Riedel (PP) enfrenta o desafio de definir o papel do Capitão Contar no tabuleiro eleitoral. O que inicialmente foi planejado como uma manobra de pacificação — trazendo Contar para o PL para evitar um novo embate direto como o ocorrido no segundo turno de 2022 — transformou-se em um fenômeno de "fogo amigo" que coloca em risco as pretensões majoritárias do grupo.

A preocupação ganhou novos contornos após a divulgação da última pesquisa do Instituto Ranking. Embora Reinaldo Azambuja ainda apareça na liderança, os números apontam um empate técnico com o próprio Capitão Contar e com o senador Nelsinho Trad (PSD). O dado mais alarmante para o ex-governador reside no "segundo voto", quesito em que ele recua para a terceira posição na preferência do eleitorado. Esse movimento sugere que a estratégia de migrar para o PL para blindar a reeleição de Riedel pode, ironicamente, resultar no sacrifício da vaga de Reinaldo no Senado, que antes era vista como consolidada.

Nos bastidores, o clima é de pressão. Capitão Contar tem buscado respaldo junto à presidência nacional do PL, ocupada por Valdemar da Costa Neto, para garantir sua candidatura ao Senado. Enquanto isso, aliados do governo buscam alternativas para convencê-lo a disputar uma vaga na Câmara Federal. O prazo final para essa definição é a janela partidária, em abril. Caso não haja acordo, Contar pode deixar o PL e se unir a outros nomes da ala bolsonarista, como João Henrique e Marcos Pollon, configurando uma disputa externa de alta voltagem contra o bloco governista.

A "novela" política deve ganhar capítulos decisivos nos próximos dias. O grupo de Reinaldo e Riedel terá que calcular o risco: manter Contar como um aliado interno que divide votos e espaço, ou deixá-lo partir para uma oposição declarada. Com a proximidade das convenções, a certeza é de que qualquer movimento brusco terá impacto direto na estabilidade da aliança e no sucesso das cadeiras que o governo almeja conquistar em 2026.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
31°
Tempo limpo

Mín. 22° Máx. 35°

32° Sensação
3.65km/h Vento
48% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h33 Nascer do sol
19h24 Pôr do sol
Sex 31° 21°
Sáb 34° 21°
Dom 36° 22°
Seg 37° 22°
Ter 38° 22°
Atualizado às 10h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 -0,33%
Euro
R$ 6,14 -0,23%
Peso Argentino
R$ 0,00 +2,94%
Bitcoin
R$ 372,448,39 +0,09%
Ibovespa
189,519,58 pts -0.15%
Publicidade
Publicidade
Publicidade