
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, suspendeu na manhã deste domingo (4) a decisão que havia indeferido a candidatura do ex-deputado Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. A liminar anterior era do ministro Floriano de Azevedo Marques e também mandava considerar nulos os votos dados à chapa.
Com a suspensão, Deltan volta à disputa com o registro deferido com recurso. Isso significa que ele aparece na urna e pode receber votos normalmente neste primeiro turno. Esses votos, porém, ficam condicionados ao que o plenário do TSE decidir sobre o caso. Se o colegiado confirmar o veto, a candidatura pode ser barrada de forma definitiva.
Nunes Marques não entrou no mérito. Ele não avaliou se Deltan é ou não inelegível, ponto que continua em aberto. O ministro considerou que uma decisão individual não poderia produzir efeitos definitivos sobre a candidatura e sobre os votos antes de o colegiado se manifestar.
O presidente do TSE também criticou o momento escolhido para a medida, tomada na noite anterior à votação, quando as urnas já estavam preparadas. Em sua decisão, apontou "flagrante ilegitimidade na via adotada" e risco de grave lesão à ordem pública eleitoral.
O caso agora segue para julgamento no plenário do TSE, ainda sem data divulgada. Até lá, eleitores do Paraná votam ao Senado sabendo que o resultado da candidatura de Deltan pode ser alterado depois.
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