
A comemoração parte do próprio MDB, que não gostaria de tê-la como candidata ao Senado em Mato Grosso do Sul, por da proximidade dela com Lula. A rejeição é grande ao ponto de deputados ameaçarem deixar a sigla se ela fosse candidata.
A alegria não parte só do MDB e atinge o PT, hoje aliado nacional de Simone, e até o grupo de Eduardo Riedel (PP), que tentará a reeleição e com apoio declarado da ministra.
O PT comemora a saída de Simone justamente porque ela apoiaria Riedel. Se fosse candidata no Estado, ela não teria apoio do PT, causando uma divisão no grupo que defende a reeleição de Lula. Já em São Paulo, Simone ajudará Lula no maior colégio eleitoral, o que diminui a rusga criada quando ela disse não a uma dobradinha com Vander em Mato Grosso do Sul.
Até o grupo próximo a Riedel está comemorando a saída de Simone do Estado. O governador tem uma boa relação com a ministra e teria que disponibilizar parte de seu grupo para apoiá-la, ainda que informalmente , por conta da ajuda que ela deu para o governo em Brasília.
O clima também é de festa na direita e extrema direita, porque Simone, levando em conta as pesquisas divulgadas até o momento, era a única dentro de um campo de centro-esquerda e esquerda, que poderia fazer frente aos candidatos do grupo.
Simone ainda não declarou oficialmente a mudança de domicílio, mas o anúncio deve ser feito até abril, quando ela precisa trocar o domicílio. O caminho mais provável é uma candidatura ao Senado em São Paulo, mas ela também pode concorrer ao Governo para atender um pedido de Lula, caso Fernando Haddad não aceite disputar o governo.
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